Irritam as cordas que vocalizam,
Ressoando na cavidade que obedece.
Por vezes palavras - nados inanimados -
Cujo som não soa ao que parece.
Gargalhadas mecanizadas que nos pisam
Enquanto seres pensantes, que aí não somos.
Longas horas de fraternidade bonitinha,
De conteúdo parco e por culpa minha
Que, ao vomitar o vazio da razão,
Passo bela tarde como se não
Sofresse da natureza que dispomos.
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